Mais famílias vão poder realizar o sonho da casa própria. O aumento do valor do salário mínimo nacional este mês fez com que o teto da renda aceita no programa de subsídio e financiamento ‘Minha Casa, Minha Vida’ subisse também, de R$ 4.650 para R$ 5.100. Esse é o limite para quem pretende pegar empréstimo imobiliário na Caixa Econômica. Quem teve a ficha negada pela renda pode voltar a se candidatar à compra do imóvel.
Em todo o País, a expectativa é que um milhão de moradias sejam comercializadas aproveitando os benefícios que incluem juros mais baixos, descontos. Só na capital do estado, há previsão de que 62.497 unidades serão construídas dentro do programa.
Com a novidade, passou de R$ 1.395 para R$ 1.530 o rendimento máximo das famílias que podem pleitear o valor total do subsídio (R$ 23 mil) e a isenção do seguro. Famílias que ganham até R$ 3.060 agora também poderão contar com o auxílio parcial e desconto no seguro. Quem recebe entre R$ 4.651 e R$ 5.100, que estava excluído, agora pode se inscrever.
“Com o aumento do teto para o ‘Minha Casa, Minha Vida’, mais pessoas vão ter acesso ao programa”, destaca Fabio Mello, diretor da Estrutura Consultoria. Ele lembra ainda que cidades como Macaé tiveram o preço máximo do imóvel elevado. O limite foi a R$ 100 mil. “Antes, a família que ganhava R$ 1.365, só podia comprar imóveis até R$ 76.500, pegando R$ 23 mil de subsídio. Com o aumento do salário mínimo e, consequentemente do teto, as famílias poderão comprar imóveis até R$ 82 mil”, explica.
Vice-presidente da Ademi (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário), Rubens Vasconcelos acredita que outros ajustes são necessários. “Quem tem renda menor só compra imóvel de R$ 130 mil se tiver poupança ou FGTS altos. Nesse caso a pessoa se interessa por outros produtos”, analisa. Porém, segundo o secretário estadual de Habitação, Leonardo Picciani, o programa não mudará: “Nossa expectativa é que os trabalhadores sejam reajustados. Devemos manter o mesmo padrão”.
O secretário anunciou que o cadastro de interessados do governo do estado será integrado aos registros feitos pelas unidades móveis da Assembleia legislativa, somando 180 mil inscritos. No “Minha Casa, Minha Vida”, há isenção de impostos (PIS, COFINS, IRPJ e CSLL, substituídos por um regime especial), gratuidade em cartórios e o seguro é mais barato.
Deficientes e idosos têm prioridade
O valor do imóvel financiado é de até R$ 130 mil no Rio e o prazo para pagar é de dez anos. Famílias com idosos e deficientes físicos terão prioridade. Quem já tem casa própria ou está comprando uma não pode participar.
No Rio, alguns dos lançamentos mais recentes são o Parque dos Sonhos, em Campo Grande, e o Maraville, em Jacarepaguá. O Liber Residencial Clube, em Belford Roxo, será outro empreendimento da Living, braço popular da RJZ Cyrela, que se encaixa no programa.
Já a Razão Engenharia terá quatro condomínios em Jacarepaguá, Irajá, Cavalcante e Duque de Caxias, com preços até R$ 130 mil. A MDL Realty vai vender o Morada Carioca, em São Cristóvão. A CHL lança o Vida Boa, em Campo Grande.
Fonte: O Dia Online |